EPISÓDIO 1 — O NASCIMENTO DA SUMÉRIA
Capítulo 1 — O Crescimento às Margens dos Rios (c. 5000–4000 a.C.)
A jornada da Suméria começa na região fértil do sul da Mesopotâmia — um vasto cenário de terras planas entre os rios Tigre e Eufrates. Ali, durante o período neolítico, grupos de agricultores começaram a desenvolver pequenas aldeias que, com o tempo, se tornariam alguns dos primeiros embriões urbanos da história humana.
As condições ambientais eram um desafio constante. As enchentes, ora abundantes, ora devastadoras, tornavam a sobrevivência incerta. Foi esse cenário imprevisível que moldou o espírito inventivo dos sumérios. Para garantir água no período seco e evitar destruição durante as cheias, desenvolveram sistemas de canais, diques, barragens primitivas e reservatórios, criando uma complexa engenharia hidráulica jamais vista até então.
Essa necessidade coletiva de controle da água uniu famílias e clãs, criando as bases para uma sociedade interdependente e organizada — onde decisões sobre irrigação, divisão de terras e manutenção dos canais exigiam liderança, coordenação e regras.
Entre as primeiras aldeias que surgiram nesse período, três se destacam:
• Eridu
Considerada por muitos como a primeira cidade do mundo, Eridu era vista pelos sumérios como um local sagrado e ponto inicial da civilização. Ali, surgiriam templos dedicados ao deus Enki, patrono da sabedoria e das águas.
• Ubaid
Ligada à cultura pré-suméria de mesmo nome, Ubaid apresentou avanços notáveis como casas de tijolos de barro padronizados, cerâmicas finas, ferramentas mais sofisticadas e indícios de hierarquia social.
• Uruk
Ainda uma aldeia nesse período, mas destinada a se tornar a primeira metrópole da história. Suas bases urbanas começaram com templos, armazéns e pequenas áreas de processamento agrícola.
Essas aldeias seriam as sementes da futura Suméria — uma civilização que desenvolveria escrita, sistemas administrativos, astronomia, templos monumentais e uma das culturas mais influentes da Antiguidade.







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